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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012




Meu querido,





Durante todo esse tempo sempre te amei; eu não queria que fosse assim, tudo parecia tão perfeito e essa perfeição me fez perceber que você é do jeito que eu sempre sonhei em encontrar alguém, mas o destino foi cruel e fez com que nos tornassemos amigos. Os sentimentos foram se misturando e ficou cada vez mais dificil distinguir o que era amor e o que era amizade. Sempre ter você ao meu lado deixava tudo mais dificil porque não havia espaço para entender meus sentimentos.


Era estranho te ter tão perto e ao mesmo tempo tão longe; falar-te sobre meus sentimentos e na verdade nada falar-te, você sempre achando que era sobre outra pessoa que eu falava. Sabe, era sempre uma dor enorme ouvir você falar sobre seus amores e suas conquistas, não sabia nem como agir de tanto ciúmes.


Quantas coisas legais vivemos juntos! Quantos sorrisos... foram momentos engraçados, as vezes cômicos, momentos felizes... Nos ajudávamos no que era preciso, e era tão confortante saber que podia contar com você.


Lembra que todos comentavam que éramos um casal perfeito?? Nós sorriamos e achavamos o comentário sempre engraçado... e parecia impossível encontrarmos a "pessoa certa", a verdade é que já haviamos encontrado só nós não haviamos percebido isso ainda. A proximidade não nos permitiu enxergar nosso amor...


A vida se encarregou de colocar outras pessoas em nossas vidas, já que não percebemos que nos completavamos. É meu querido o tempo passou para nós, e somos os culpados. Não vimos o que estava diante de nossos olhos. Agora chegou a hora de partir, mas eu não poderia ir embora sem dizer-te que sempre te amei, eu jamais conseguiria partir sem antes dizer que você é o amor da minha vida e jamais te esquecerei. Mas não sofra pelo que não vivemos, seja feliz por tudo que vivemos e pelo quanto fomos felizes.




Meu amor eu não poderia ir sem te dizer "Adeus"!












O nosso maior erro é só demonstrar o que sentimos quando temos que nos despedir.

sábado, 20 de agosto de 2011

E em viver já se sofre o bastante...




O despertador tocou - Quero mais 15 minutos - mas não havia tempo disponivel pra isso. Que falta de disposição e mesmo depois de 10 horas de sono bem dormidos ainda havia um cansaço absurdo parecia vir de muitas noites mal dormidas. Enfim levantou-se, afinal a responsabilidade lhe trazia a vida.


No decorrer do dia, a falta de disposição permanecia. Mas não era apenas indisposição, era falta de ânimo, ausência da vontade de viver. Diante de tantos problemas, de tantas lutas sentir-se sem ânimo não sigficava fracasso, mas a constatação de um fato: a impotência. Ter tanta coisa errada ao seu redor, e nada poder fazer, e não ser capaz de alterar.


E diante de tanta dor perguntava-se onde está Deus? e sofria mais ainda ao perceber sua falta de fé em esquecer-se de tudo que Deus lhe havia prometi, mas era assim que se sentia, esquecida.


Quando o tempo fecha, o vento sopra forte, a tempestade vem como não ter medo? como não chorar? como não sentir-se impotente, fracassada? de onde tirar forças para continuar? onde conseguir motivos para prosseguir?


Quantas criticas de pessoas que nem sabem quem é de verdade, o que sente, o que se passa dentro em seu coração. Apontar seus erros, questionar sua falta de fé e julgar o seu desânimo. Como é fácil e comum assumirmos o papel de juizes dos outros. Colocar-se em seu lugar, ninguém o faz, ver a sua realidade é simplesmente impossível.


Claro que dói tudo isso mas já não tanto quanto no inicio a final com o passar do tempo o lugar ferido de tão machucado faz com que se acostume com a dor e essa passe a fazer parte de sua vida. O que deveria ser uma excessão passa a ser regra.


Já sabe que não será o último dia a sentir-se assim, por não ter sido também o primeiro, muitos como esse ainda se repetirão, natural a quem assume o risco de ser protagonista de sua própria história, mas fazer o quê se não aceita conformar-se com o papel de coadjuvante, ou mero figurante. E assim vai vivendo assumindo seus riscos, seus medos, e carregando sua dor no peito escondendo-a na maior parte do tempo. Apesar de doloroso carregar seus traumas sozinho parece ser melhor do que seguir sempre no banco dos réus sem ter cometido crime algum.




"Na vida sempre haverão dias ruins as sempre terão dias melhores a viver"

sexta-feira, 6 de maio de 2011



Passamos a vida toda temendo ou desejando a morte.

Às vezes nos sentimos o mais vunerável dos seres por saber que a morte é algo inevitável.

Nos preocupamos em como será a morte, o que vamos sentir, nos preocupamos tanto que esquecemos até de viver.

Em passar em um cemitério imagino quantas histórias lindas; quantos sonhos interrompidos; quantos planos, tantos projetos que não sairam do papel.

Quantas familias desfalcadas, mães, pais, avós, filhos;

quantas lágrimas derramadas; palavras que nunca foram ditas e que jamais serão.

Quanta inteligência perdida; médicos, engenheiros, cientistas.

Quanta vida interrompida, bebês, crianças, jovens, com tanto pra conhecer.

Tanto ainda fariam, conquistariam, descobriariam, e não mais o farão.

E é ai que constato, quão curta é a vida para não vivê-la com o coração. Deixo todo medo de lado e entro de cabeça nessa grande aventura que é a vida, e quero vivê-la com emoção. E quando me for se deixar em pelo menos uma pessoa esse encantamento por viver terei a certeza valeu a pena ter vivido.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


Ansiosamente ela aguardava uma visita. A respiração acelerada demonstrava sua pressa, seu desespero, sua angústia; - será que daria tempo? ela pensava. Os ponteiros do relógio pareciam correr. Pessoas entrando e saindo, mas quem ela esperava tardava a chegar.

A cada barulho no corredor um sobressalto de esperança que se ia quando pela porta passava alguém que não era quem ela esperava. E foi assim todos os dias; Era somente esta visita que ela aguardava.

E enfim quando já não se acreditava na sua presença, chegou, uma visita rápida, quase um relâmpago, tanta espera, tanta ansiedade, acalmados em apenas 10 minutos. Não havia mais como proferir nenhuma palavra, já não havia mais forças, nem folego para isso; apenas o olhar terno e carinhoso transmitiam um muito obrigado por ter vindo se despedir!

Daquela visita em diante a contagem foi regressiva. Era cada vez mais dificil e doloroso respirar. Continuar vivendo não parecia ter sentido. Para que voltar ao martírio se posso me libertar? Já foram muitos anos vividos, e calejada pela vida o corpo não queria continuar, para sofrer pelas mãos de quem ajudei a criar e quem mas sofria era o coração em saber que aquelas mãos que um dia ela havia segurado dando força por serem tão frágeis em pequenas agora não compreendiam que os papéis haviam se invertido e era ela que estava frágil e precisava de cuidados.

Horas depois a noite ficava mais triste e sombria, ela partiu! Partiu em silêncio, deixou a vida de maneira discreta, mas feliz, consciente de que já não sofreria mais, nem sentiria dor alguma. E como uma pássaro vôou para a eternidade onde ninguem poderia lhe tocar.